terça-feira, 21 de julho de 2020

Dor e Sofrimento Animal

Perceber a deceção de uma pessoa é distinta de entender a angústia de um animal. E é distinta, porque um animal não pode colocar ninguém no banco dos réus, não consegue exigir para si um melhor tratamento, cuidado ou vir para a rua clamar pelos seus direitos.

O animal não consegue expressar através de palavras toda a injustiça que tantas vezes caracteriza o mesmo. Não é necessário perceber muitas vezes o que diz um latido…mas entender o que é dito através do olhar. Diz-se que era impossível entrar em propriedade privada mais cedo, para salvar os animais vitimas não só do incêndio, como dos maus tratos também. Lá dentro um animal sussurava: Salvem-me! Lá fora alguém gritava: Espera...

No ato de salvar seja um animal, seja uma pessoa, não há propriedade privada que seja maior do que a lei da solidariedade, não existe nenhum tipo de espera, não existe maior lei do que a regra da empatia, do que o desejo de matar a fome ou abraçar quem for. Salvar não tem cognome de propriedade privada mas de alma elevada.

Uma propriedade, não é privada sob lei alguma que mantenha pessoas ou animais num estado calamitoso. Quando se trata de correr para salvar…que a propriedade privada se fod@ perante os inúteis. Porque a lei que protege a maldade...não é lei alguma. E o dever da autoridade é salvar quem grita para viver e não quem se silencia para deixar morrer...

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