quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

O AMOR Não Morre Ele é Assassinado!





É certo e sabido: toda a gente fala de Amor nas redes sociais. Vídeos, gurus, coaches e afins. Às vezes cansa, não é? Só às vezes!
E parece haver essa ideia meio poética, meio ingénua, de que o Amor é Eterno. Como se fosse uma entidade Sagrada, Intocável. Mas fora dessa caixa chanfrada de personalidades tão distintas, talvez até seja.
O problema? O Amor, quando colocado dentro de cada um de nós, ganha versões diferentes. Tem prazos. Tem altos e baixos. Tem medos. E, muitas vezes, tem fim. Se o Amor fosse eterno dentro de nós, ninguém se separava. Mas separamo-nos. Porque a verdade dura e crua é esta:
💔 O Amor não morre sozinho. Ele é Assassinado.
..morre da falta de toque, da ausência de olhar, do Beijo que se tornou mecânico. Morre do "depois falamos" que nunca chega, do "está tudo bem" dito por obrigação. Morre das palavras engolidas, dos gestos adiados, dos corpos que dormem juntos mas já não se encontram.
Morre da monotonia confortável, da preguiça emocional, da falta de surpresa. Morre quando deixamos de perguntar "como foi o teu dia?" e passamos a viver em piloto automático. Morre quando o desejo vira hábito e o amor vira peso.
Morre quando nos tornamos invisíveis um para o outro.




quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Caderneta da Vida





Era curioso imaginar que, no mundo das Relações, pudéssemos escolher parceiros como quem escolhe cromos para completar uma caderneta.
Há de tudo: dos mais lindos e glamorosos aos que têm a beleza das imperfeições, dos corpos esculturais às barriguinhas confortáveis, dos olhares encantadores aos que guardam histórias em cada desvio. E, apesar de tantas diferenças, há uma verdade inegável: todos têm a tampa para a sua panela.
Claro que, às vezes, dá vontade de escolher a mais linda, a mais glamourosa, a mais gostosa — como se o exterior fosse suficiente para garantir a Felicidade.
Mas também existe o oposto: uma fuga quase instintiva do que se considera "menos desejável". O mais feio, a mais gorda, ou até alguém com menos recursos financeiros pode, para muitos, remeter a uma espécie de nojo ou uma tentativa de evitar um suposto "degredo" que julgamos estar associado a essas escolhas.
No entanto, essa forma de olhar para as Relações é perigosa e superficial. Quando as escolhas são feitas apenas com base na Aparência ou status, ignorando o que realmente importa, o resultado é muitas vezes uma relação desastrosa, Emocionalmente vazia.
A Atração Física pode acender uma faísca, mas é a Conexão Emocional que mantém o fogo aceso. Escolher alguém apenas pelo que os olhos veem é ignorar o que o Coração sente, e é no Coração que se constrói a verdadeira intimidade.
Talvez o problema esteja em projetarmos nos outros as nossas inseguranças e o desejo de sermos validados pelo que mostramos ao mundo.
Escolher "o mais lindo" ou "a mais glamourosa" é, muitas vezes, mais sobre alimentar o ego do que sobre construir uma Relação Verdadeira. Por outro lado, rejeitar alguém por ser "menos perfeito" aos olhos da sociedade é negar a oportunidade de descobrir o valor que vai muito além do exterior.
No fundo, o erro está em procurar espelhos em vez de Almas. Espelhos devolvem a imagem idealizada que queremos projetar, mas é na conexão de almas que encontramos quem nos vê na nossa essência, sem filtros ou máscaras.
Talvez o segredo seja parar de colecionar cromos e começar a procurar histórias que nos transformem. Porque a verdadeira Beleza não está no que vemos, mas no que sentimos ao lado de alguém.
E a caderneta mais valiosa é aquela que guardamos no Coração, preenchida por momentos, sorrisos e cumplicidades que nenhuma aparência pode substituir.