É certo e sabido: toda a gente fala de Amor nas redes sociais. Vídeos, gurus, coaches e afins. Às vezes cansa, não é? Só às vezes!
E parece haver essa ideia meio poética, meio ingénua, de que o Amor é Eterno. Como se fosse uma entidade Sagrada, Intocável. Mas fora dessa caixa chanfrada de personalidades tão distintas, talvez até seja.
..morre da falta de toque, da ausência de olhar, do Beijo que se tornou mecânico. Morre do "depois falamos" que nunca chega, do "está tudo bem" dito por obrigação. Morre das palavras engolidas, dos gestos adiados, dos corpos que dormem juntos mas já não se encontram.
Morre da monotonia confortável, da preguiça emocional, da falta de surpresa. Morre quando deixamos de perguntar "como foi o teu dia?" e passamos a viver em piloto automático. Morre quando o desejo vira hábito e o amor vira peso.

A verdade mais real que já li. O Amor não morre... É assassinado com a falta do pouco que é muito... Mas não é uma morte rápida indolor e precisa... É um assassinato lento, torturante... Que nos vai tirando o brilho do olhar a cada batida mais lenta do coração... Quando a invisibilidade passa a ser o normal usual e indiferente... É nesse momento o final de toda a agonia, o suspiro final, a última batida... E simplesmente morre.
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