sábado, 26 de abril de 2014

Aprender....

APRENDI...

EU APRENDI ... 

... que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto; 

... que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las; 

... que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. 

EU APRENDI ... 

... que posso usar meu charme por apenas 15 minutos; depois disso, preciso saber do que estou a falar; 

... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; 

... que, por mais que corte um pão em fatias, esse pão continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos do nosso caminho. 

EU APRENDI ... 

... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência; 

... que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei; 

... que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento ou ser controlado por ele. 

EU APRENDI ... 

...que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem; 

... que perdoar exige muita prática; 

... que há muita gente que gosta de mim, mas que não consegue expressar isso. 

EU APRENDI ... 

... que, nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar minha vida; que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel; 

... que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são 

impossíveis. 

Será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso. 

EU APRENDI ... 

... que meu melhor amigo vai me magoar de vez em quando, e eu tenho que me acostumar a isso; 

...que não é o bastante ser perdoado pelos outros; eu preciso me perdoar primeiro; 

... que, não importa o quanto meu coração esteja a sofrer, o mundo não vai parar por causa disso. 

EU APRENDI ... 

... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu fiz quando adulto; 

... que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver;

... que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem. 

E quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amem. 

EU APRENDI ... 

... que, por mais que eu queira proteger meus amigos, eles vão se magoar e eu também serei magoado, isso faz parte da vida; 

... que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes; 

... que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. 

EU APRENDI ... 

... que a palavra "Amor" perde o seu sentido, quando usada sem critério; 

... que certas pessoas vão embora de qualquer maneira; 

... que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito. 

Se aprendessemos algumas coisas, tudo seria mais fácil...certas coisas realmente eu já aprendi...outras...ainda não...

Definição de Amor:

DEFINIÇÃO de AMOR

Qual a definição de amor para ti? 
Eu fico me perguntando se amor se limita a uma so resposta,que possa explicar exatamente o que é amor, amar.... mas o amor não é exato, não é obvio, nem justo... não tem lei, não tem regra, não viver de acordo com a sua idade, ou com seu estado de espírito. Amor vem do nada, do que não tem resposta, do inevitável....as vezes é odiando que se ama, ou se amando que odeia. Você odeia as coisas que ele te faz,a forma como ele é estúpido e frio as vezes, e você odeia a forma que ela leva tudo tão a sério, a forma como ela quer que tudo seja da forma dela... amar talvez seja não entender e deixar viver, mas o amor quer controlar isso, porque quando amamos, passamos a querer aquela pessoa pra sempre, mas ai, somo nós, que queremos controlar tudo isso. O amor é o que você sente, o que vc faz, pensa, é tudo humano, é tudo mente, razão, orgulho, decisões... amor não tem nada a ver... Ciúme não é amor, ciúme talvez seja aquela dorzinha que temos, quando sabemos que quem amamos viveria sim, e ate muito bem sem agente... Saudade de quem se ama, é não saber o que fazer com nada. Você sempre espera aquela pessoa, nos lugares aonde ela costumava ir, quando ouve as músicas que essa pessoa costumava escutar... e a vida segue, e algumas pessoas, param quando amam, param tudo mesmo e vivem em função daquele amor. Cultiva esse amor de uma forma tão imensa, que de repente vira vida... e dai em diante, cada dia, palavra, beijo e abraços... vão ser tão intensos quanto a imensidão de quem se vive de amor.

Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez + um bocadinho

Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez + um bocadinho

Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um 
daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo 
título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no 
corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, 
nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas 
falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem 
o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o 
conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho 
como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a 
fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: “Vai onde te 
leva o coração!”, “Fazes-me Falta!” “Não há coincidências” e claro o 
inevitável “Amo-te”. 

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa 
que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. 
Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz 
lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa 
cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera. 

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente 
usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do 
“Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em 
direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja 
ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é 
limpinho. 

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as 
coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos 
pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, 
já só resta terra queimada. 

E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar 
que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. 
E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – 
uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz 
notoriamente embriagada – apague-se já o número – ouçam, o vento pode ser 
uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma 
carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitar um convite para 
jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – 
isso é muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos 
Sopranos em dvd – que fique claro, ao aceitarem este convite, isto já nem 
será vento, mas possivelmente, um tornado. 

E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais 
importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É 
dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que 
se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão 
adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo 
fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz 
de as reanimar.

Mascara da Mulher!

A Mascara de muita Mulher

A Mascara 

Há uma falha que de vez em quando se torna evidente em algumas mulheres. Elas parecem tão geniais e têm um comportamento tão amigável que, às vezes, até nos sentimos inferior a elas pelo modo como tratam as pessoas a sua volta. Mas, para minha surpresa, elas acabam se revelando pessoas completamente diferentes, e é muito difícil entender o porquê de tanto fingimento. 

Uns dizem que o que elas querem é agradar aos outros e por isso se comportam dessa maneira. Outros comentam que elas só querem mascarar o que realmente são. 

Mas, porquê? Por que se esconder atrás de alguém que não existe? Será que não basta ser você mesma para as outras pessoas? Se for assim, então, ninguém jamais será boa o suficiente pois, ao que me consta, ainda somos seres humanos sujeitos a erros e falhas. 

Como as pessoas poderão se conhecer verdadeiramente se continuarem mostrando uma máscara daquilo que elas gostariam de ser? Como alguém poderá amar uma pessoa que não existe? Como um relacionamento ou amizade poderá resistir dessa maneira? 

Na verdade, fingir ser uma pessoa que você não é, acaba a ser uma tarefa difícil. É preciso dar suporte às mentiras ditas e mudar de máscara todo tempo – isso é um trabalho duro! Mais cedo ou mais tarde, acaba por ter que enfrentar as pessoas que enganou, dizendo-lhes a verdade, pensar em desculpas para não ficar mal. Só que acaba por perder a confiança delas depois de tanta vergonha e humilhação. 

Ninguém jamais conseguiu ser bem-sucedida tentando ser o que não é. Uma hora ou outra a pessoa acaba mostrando o que realmente é, e assim passa a ser vista como uma enganadora pelo resto da vida. 

Na verdade, as pessoas não querem saber das desculpas que dá. Tudo o que importa para elas é que mentiu, não sendo o que parecia ser. Dessa maneira acaba perdendo a oportunidade de ser aquela boa amiga, a futura esposa ou a confidente. 

Fingir não é nada fácil! Mas, se for voce mesma, as pessoas vão amá-la pelo que de fato é, mesmo com todos os seus erros e falhas. E isso é amor de verdade! Elas nunca vão exigir algo que você não tem para dar, pois te conhecem. Agindo assim, viverá em harmonia consigo mesma e nunca mais terá que perder tempo com máscaras e desculpas esfarrapadas para justificar as suas falhas. 

Se for transparente, facilmente encontrará um amor verdadeiro, uma amizade verdadeira, um relacionamento verdadeiro e, acima de tudo, encontrará Deus, que lhe conhece por dentro e por fora e jamais aceita máscaras ou farsas. 

Não faz sentido! pensa que conhece uma pessoa e depois descobre que ela estava fingindo sempre. Isso é um absurdo! É exatamente assim que Deus se sente, e talvez seja essa razão por que muitos religiosos no mundo inteiro nunca chegam a conhecer Deus.

Vendo! Empresto ou Dou de Graça...

VENDO ! EMPRESTO ! DOU DE GRAÇA ...

 

Tenho um grande coração. 

Achei-o vagando por aí. 

Acolhi-o e estou a oferta. 

Contudo, coitadinho, ninguém quer dele se apossar. 

Dizem que dá trabalho. 

Que dói sem parar. 

Que nunca deixa de se apaixonar. 

Que não atende aos apelos da mente. 

Um vagabundo sensível. 

Que se mete em confusão. 

Que sente dor até pelos outros. 

E então, ele está assim, sozinho. 

Esperando uma donzela formosa. 

Uma senhora prendada. 

Uma criança abandonada, uma mulher eremítica. 

Uma anciã esquecida. 

Bem, talvez, realmente, quem sabe... 

Alguns tenham razão... 

Corações trazem problemas. 

De amor, de caridade, de doação, de perdão. 

Com aqueles que sofrem nesse momento. 

E necessitam de apoio e compreensão. 

Psiu! Você aí...Não quer esse coração? :)

Corações

Coraçoes

Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há 
corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de 
papel azul e selo de garantia para abrirem as portas, e outros, cheios de 
janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, segredos e sistema de 
alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com 
fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas 
qd se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há 
corações que são como os jardins públicos, onde pessoas de todas as idades 
podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de 
mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, 
carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, 
descontraidos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há 
corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem 
bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de 
nunca os conseguirmos abarcar.... HÁ corações missionários, despojados e 
enormes. 
Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é palavra chave 
para baterem.... Há corações que são como as borboletas e voam de um lado 
para o outro sem pousar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida 
se acabe... 
Há corações q são cm os elefantes do Zoo, mt grandes, pacíficos e 
passivos q aceitam viver limitados plos outros e q até tocam o sino se os 
tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos pra partir 
em dificeis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações 
rebeldes e selvagens, q n suportam laços nem correntes, corações predadores que 
só sobrevivem se caçarem outros corações, que correm tão depressa como 
chitas e matam cm leoas, e dps ha os corações gnus que sabem q vão ser caçados 
mas n fogem ao seu destino.... 
Há corações q são cm rosas, caprichosos e cheios de espinhos e outros 
que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há 
corações q são cm girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do 
brilho e da glória, e corações q são cm batata-doce, q so crescem e se alimentam 
se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra. 
Há corações incondicionais q vivem tão maravilhados em descobrir a 
grandeza de outros corações, q às vezes se esquecem de si próprios. Há corações 
estrategas, q batem ao ritmo de esquemas e planos, corações 
transgressores q vivem pa amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e 
corações conservadores, que só se entregam qd td é de acordo com os seus 
padrões e valores. 
Há corações a motor, q vivem só para o trabalho e corações poetas q só 
se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, pa quem a vida é 
uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos, q registam a beleza de 
cada momento em frames de paixão... 
Há corações duros cm o aço, sem arritmias, onde nda risca e faz mossa 
e corações de plasticina, q se moldam às formas dos corações q amam. Há 
corações de papel, bonitos e frágeis q se amachucam facilmente e 
desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro q qd se estilhaçam nnca + se 
recompõem e corações de porcelana, q dps de se partirem ainda sabem 
colar os destroços e começar de novo. 
Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações orientais 
hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde td é meticulosamente 
arrumado segundo costumes e convenções e corações latinos, q batem ao 
som da paixão e da loucura. 
Há corações de uma só porta q são cm grandes casas de família e outros 
de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há 
corações q sao cm conventos, silenciosos e enclausurados, e outros q sao cm 
hotéis, 
onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promíscuos. Há corações 
parasitas, q vivem do afecto dos outros sem nda dar e corações 
dadores, q só são felizes na entrega. 
MAS HÁ AINDA OUTRA ESPÉCIE DE CORAÇÕES, OS HOSPEDEIROS, Q SABEM 
RECEBER E FAZER SENTIR OS OUTROS CORAÇÕES CM SE ESTIVESSEM EM CASA, Q DÃO E 
ACEITAM AMOR SEM SE FIXAREM, QUE TRATAM CADA PASSAGEIRO CM SE FOSSE O ÚLTIMO 
ENQUANTO PROCURAM O SEU CORAÇÃO GÉMEO, SEMPRE NA ESPERANÇA SECRETA E 
NUNCA PERDIDA DE UM DIA DEIXAREM DE VIAJAR E SOSSEGAREM PARA A VIDA. 

E a TI, o que TE diz o coração?

Paixão vs Amor

Paixão v.s Amor

O mar é o amor, a onda é a paixão. 
A paixão caça, corre atrás, envolve os pés, parece ter te prendido , mas como é tênue, tem seu refluxo e volta para o mar, relutante em mostrar que as "algemas" são ilusórias. Ela provoca, atiça, vem sempre renovada numa nova onda, mas não te envolve por mais do que um instante, só te toca brevemente e se vai. 
O amor é o mar, infinito e desconhecido aos olhos da criança (todos somos eternamente crianças), ela sabe que precisa de se conhecer, ter consciência dos seus limites para poder enfrentá-lo, só assim poderá sobreviver as suas marés. 
A paixão é um desafio efêmero, o amor é o desafio supremo e infinito da vida. A paixão é uma deliciosa tarde da infância fugindo de ondas. 
O amor é uma viagem para vida inteira, um casamento indissolúvel celebrado por Netuno em plena Atlântida. 
A paixão continua a procura de pés em cada praia, indo e voltando eternamente. 
O amor segue soberbo, uma esfinge que guarda um segredo, "decifra-me ou devoro-te", um enigma que temos que desvendar para valer nossa existência, um trabalho para uma vida ...ou várias. 
A paixão pensa que prende, o amor liberta. 
A paixão tem a duração de uma tarde de ondas. 
O amor tem a eternidade assegurada numa simples molécula H2O. 
A paixão se dissolve em praias desertas, perdendo-se por completo e não deixando lembranças, no máximo fugazes espumas rapidamente evaporadas pelo sol. 
O amor é o oceano silencioso na superfície e revolto nas profundezas, uma mística e irresistível combinação, um hímãn que atrai irreversivelmente. 
A paixão permite fugas, o amor não, o amor é um labirinto sem saídas possíveis, mas com muitos caminhos a percorrer. 
As paixões duram horas, dias ou estações, o amor é eterno. 
A paixão pode até ser a primeira onda de uma torrente de amor que nos vai inundar e tomar por completo, um delicioso e consciente afogamento, mas isso é raro, em geral as ondas são descartes de energia do amor , mera manifestação de uma presença avassaladora que por vezes precisamos mostrar que ainda vive a despeito da calmaria de sua superfície. 
Paixões? Viveremos inúmeras, incontáveis e esquecíveis. 
Amores? Não, apenas um , mas com muitas trocas de objecto até o encontro da nossa outra metade.

Amor é Complicado?

Porque é que o amor é complicado?

Para ti, é porque ainda tas verdinha. Para mim não é. O amor é simples. As pessoas é que o tornam complicado. 

Exemplos: 
Verdade — no amor existem discuções 
Mito — o amor sem discuções é perfeito 
Verdade — o amor não escolhe idades e raças nem tempo nem duracção. acontece, e se for bem “acontecido”, é para toda a vida. 
Mito — “nunca vou amar alguém que não me ama”. como disse ali em cima, no amor verdadeiro não se pede nada em troca. 

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer teu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção: pode ser a pessoa mais importante da tua vida. 
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. 
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. 
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor. 

Por isso, presta atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Saber gostar de Alguem...

Saber gostar de alguem...

Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: "Nem pensar, leve isso daqui que me irrita a pele". 

Ora, por vezes, o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos.. E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de 10 anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou – e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide – foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. Impressionados? 

Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem " ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho", nem " ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada" nem " ai que não vi a tua chamada não atendida". 

Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste. 

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.

Amar Bonito

Amar Bonito

aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. 
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. 
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender. 

Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, 
descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, 
mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, 
belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. 
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras. 

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais 
de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente 
porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; 
rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; 
necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; 
enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. 
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, 
de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez 
passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. 
Nem queira. 
Ter razão é um perigo: 
em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. 
Amar bonito é saber a hora de ter razão. 

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? 
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, 
da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? 
Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo 
que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, 
para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. 
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. 

Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. 
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. 
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. 
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. 
Saia cantando e olhe alegre. 
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; 
não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; 
adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter” 
arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. 
Para quem ama toda atenção é sempre pouca. 
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. 
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida 
como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): 
não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. 

Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; 
não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; 
contar a verdade do tamanho do amor que sente. 

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, 
atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge 
de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. 
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, 
mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo 
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. 
Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. 

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, 
ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito 
(a ordem das frases não altera o produto), 
sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, 
deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. 

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. 
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. 
Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. 
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor 
e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. 

Gostei do que li e publiquei do autor: 
Artur da Távola

Elogio ao Amor

Elogio ao Amor

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade,ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia,são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem,tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides,borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que >não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também." 
Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Gosto...

.De conhecer pessoas e não apenas de cruzar existências. Gosto de pessoas que deixam escapar uma lágrima enquanto revelam o que de sísmico há dentro delas. Gosto de pessoas que partilham uma fatia de bolo de chocolate com alguém cujo rosto acabaram de conhecer. Gosto de conhecer a carne e o osso de pessoas cujas palavras visito diariamente. Gosto de pessoas com as quais sinto familiaridade, logo no primeiro instante em que as nossas vozes se tocam. Gosto de quem não se esconde por detrás da barreira de segurança. Gosto quando a vida traz até mim pessoas de alma grande e olhar doce.

O Tempo do "Descartável"

O Tempo do "Descartavel"

Hoje em dia vivemos num tempo em que tudo é descartável, os sacos de plástico, os copos, enfim todo um manancial de "coisas" que aparentemente foram inventadas para nos facilitar a vida de forma a que pudéssemos ser mais felizes?! 

Será mesmo?! 

A questão mais crítica é que se transferiu o lema do usar e deitar fora, dos artigos para as pessoas e para as emoções, e isso é que é realmente grave. 

Hoje em dia as pessoas usam-se e depois descartam-se umas das outras como se de um simples copo de plástico se tratasse ... 

Mas bem pior, porque relativamente ao plástico ainda começa a aparecer a preocupação da reciclagem, e quanto aos sentimentos? 

Na procura do prazer e da felicidade imediata, as pessoas atropelam-se, iludem-se, usam-se e magoam-se sem dó nem piedade, e sem reciclagem " possível. 

Quem nesta Era se vê, de repente, desirmanado, apanha um grande choque porque nada é como era há uns anos atrás, em que as pessoas procuravam nas outras os mesmos objectivos; faziam planos de vida em comum; procuravam construir a felicidade. 

Hoje em dia, as pessoas procuram a FELICIDADE, como se de um artigo de consumo se tratasse . 

Algo físico e palpável, e não, o que realmente é, algo que se constroi, que se partilha e que é feito de pequenas insignificâncias. 

Hoje, as pessoas conhecem-se, relacionam-se sexualmente uma ou duas vezes, e descartam-se passando para a próxima "relação". 

Cada vez ficam mais frustadas porque aquela ainda não é a tal ou o tal. 

Mas para descobrir isso é preciso bem mais do que uns simples encontros físicos... 

É preciso conhecer o outro; conhecer os defeitos e aceitá-los; é preciso querer ver mais fundo. Apaixonarmo-nos por alguém é um investimento grande; e manter uma paixão requer muito empenho. 

Mas hoje, na era do fast-food; o "amor" passou a ficar conotado como descartável e quem não aderir ao fast-sex, pode correr o risco de se sentir inadaptado. 

Pois bem, como diz uma amiga minha, prefiro ser inadaptado. 

Não sou descartável. 

Não sou de usar e muito menos de deitar fora. 

Sou de Amar e valorizar, porque eu valorizo os outros, valorizo-me e amo muito. 

Não sou conservador. Não condeno quem se sente feliz com esta forma de viver, apenas não é o que eu quero para mim.

Pessoas Descartáveis

Pessoas descartáveis

Há gente assim. 
Usa-se e abusa-se de terceiros como sendo objectos descartáveis 

Abrem as embalagens, espremem bem o conteúdo, sugam-lhes os pensamentos, lambem as feridas, mastigam bem e devagar, dão lhes o o uso devido, momentaneamente utilizam para o efeito desejado. 

Há gente assim. 
Acomodam-se aos objectos de usar e deitar fora. 
Não gostam de os guardar como relíquias do passado, nem como investimento de futuro. 
. 
Talvez o receio de se afeiçoar, e consequentemente quando estiverem fora de moda, gastos, fora de validade, porque tudo tem o seu tempo, guardam o objecto no cantinho do sótão, ou simplesmente deita fora. 
É a cadeia do fast feeling. 
Nunca entendi este tipo de prazer fugaz e prático. 
Até o dia em que me tornei uma pessoa descartável. 

Tal como tu, que te apoderaste do conteúdo, deixando a embalagem para alguém reciclar, atropelei-te, peguei em ti, curei a ferida, passei a mão pelos teus contornos, acariciei teus adornos, deliciei-me com os teus sucos, enfeitei-te a alma e guardei - te num compartimento do meu ventrículo esquerdo , é o mais inatingível já que o outro está mais exposto. 

Estás lá, não te vejo, não te sinto. 
Um certo peso, que apesar de não incomodar ocupa um espaço precioso, porque a máquina não pode parar. 

Só não tive vontade e tempo para te deitar fora.

Quem Ama e Quem sabe Amar

Quem Ama e quem Sabe Amar

Se tudo fosse: - "Eu te amo. Você me ama?" Resposta: "Amo". 

Pronto! Seria simples. E foram felizes para o resto da vida. 
Quando tal diálogo acontece e duas pessoas percebem que se amam, aí a dúvida e a confusão não terminam. Começam! 

Não está disposto na lei da vida que duas pessoas que se amam, saibam amar. O normal é as duas não saberem. Raro é as duas saberem. O habitual é uma saber e aguentar o rojão pela outra. 

Saber amar! Quanta gente prefere viver com alguém que sabe amar, mesmo que não o ame! Quanto amor pode brotar da relação com quem sabe amar! Quem sabe amar, pode até realizar o milagre de acabar recebendo o amor de quem não o ama, ou ama e não sabe. 

Saber amar é conhecer o amor como forma de arte. 
O amor é apenas um sentimento, enquanto que saber amar é uma criação, visão estética do amor. Tanto é flor na hora certa, como presente fora de hora. Saber amar implica conhecer sabedorias que o amor não sabe, como esperar, deixar fluir, não invadir as dúvidas do outro, não abafar nem impedir que a outra parte 
supere a fossa, a angústia ou a dor que a oprime. 

Quem ama desama junto. Quem sabe amar, por conhecer a medida exata dos orgulhos que valorizam o amor, suporta tal sentimento, desde que seja passageiro, é claro. Quem ama, 
quando cansa, pode voltar a amar. Quem sabe amar quando desliga é para sempre. É mais fácil afrontar a quem ama do que a quem sabe amar. 

Este, conhece tanto a importância do seu sentimento, que quando o retira, magoado, incompreendido ou ferido de morte, é para sempre. 

Cuidado com quem ama! Mas cuidado maior com quem sabe amar! Quem perde um amor perde menos do que quem perde alguém que sabe amar. 

Saber amar não é depender. 

Não é ser servil. 

Não é viver agradando. Não é fazer o que o outro quer. 

Saber amar é ter as reações certas, de compreensão e crítica; é ocupar todo o seu lugar no espaço e no tempo do sentimento e da emoção do outro. 

Saber amar é até saber desistir. 

Saber amar é aquela parte que, partindo do amor, procura (até encontrar) a parte do outro que um dia saberá amar. 

E a encontrando tem paciência, afeto e tolerância. A menos que descubra que ela não merece. 

Porque saber amar é também ter a coragem das renúncias, bravura raramente presente em quem, apenas, ama.

Beleza Exterior vc Beleza Interior

Beleza exterior vs Beleza interior

Torna-se um pouco penoso ser sensivel num Mundo cada vez mais frio e que cada vez mais esconde o que sente, e quando o faz parece numa de auto-promoção, torna-se um pouco duro interessar-me por alguém (seja para uma amizade, seja para uma relação amorosa), principalmente pela sua beleza interior, quando o “resto do Mundo” parece apenas interessar-se no “status” dessa pessoa, na roupa que usa, na marca de telemovel que tem, nas coisas que lhe são oferecidas e claro na beleza exterior que tem... 
Depois as pessoas admiram-se que cada vez mais hajam divorcios, cada vez hajam mais traições, cada vez hajam mais relações casuais e menos relações sérias, a mim não me admira nada, muito sinceramente, porque as pessoas começam uma relação completamente ao contrario, apaixonam-se primeiro pelo exterior, e só depois tentam apaixonar-se pelo interior, ridiculo, acredito (até porque ja me aconteceu varias vezes tambem) que o exterior (sendo a primeira coisa que vemos numa pessoa, excepto quando teclamos na net com alguem que não conhecemos) seja o primeiro grande cartão de visita de uma pessoa, mas de que serve ser uma pessoa bonita por fora se depois por dentro é uma pessoa totalmente sem conteudo, sem qualquer tipo de valores??? 
Eu proprio já cometi esse erro de andar com alguém so pelo seu exterior, felizmente aprendi com ele, e se calhar por isso é que hoje penso como penso, mas custa-me um pouco ver as pessoas a cometerem constantemente o mesmo erro e custa-me ainda mais deixarem de acreditar em algo tão bonito como o amor (daí sairem depois aquelas frases fantasticas que os homens são todos iguais quem diz os homens diz as mulheres claro, mas pensem bem foram esses homens/mulheres que enganaram ou foi a pessoa que se apaixonou pelo exterior dessa pessoa que se enganou a si propria:), não sei, acredito que seja bom andar na rua com alguém bonito para toda a gente ver, ou que seja agradavel mostrar a pessoa bonita com quem andamos aos amigos, mas será que é bom para nós quando essa pessoa não passa disso mesmo? Apenas uma pessoa bonita por fora... 
Eu acho que não, talvez por isso continue a pensar que mais importante que qualquer beleza exterior, é a beleza interior e a quimica que temos com essa pessoa, e quimica vai muito mais além do que achar a pessoa bonita, é sim achar que a pessoa é compativel connosco... 

"Posso estar sozinho, até posso ficar sozinho durante muito mais tempo, mas não vou deixar de ser como sou, só para deixar de estar sozinho..."

Medo De um Amor Incerto

Medo de um Amor incerto

-Medo de um amor incerto. 

Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. Assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível… 

Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem. 

No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias! 

Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer. 

Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar de novo? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinho? Será? Será?… 

O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples perguntinha, teremos previsto qualquer possibilidade. 

Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou… passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto! 

Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro. 

Então, que usemos nossa inteligência, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos! 

Descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para vida inteira. Descobriremos que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidos, embora possamos mesmo vir a sofrer… simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade! 

E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos. 

Portanto, para todas as pessoas que têm me perguntado sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade. 

E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a alegria como partes do amor! E quando penso que essa entrega é realmente difícil, me lembro de uma frase que gosto muito: 
“Se o seu problema tem solução, relaxe… ele tem solução. 
E se o seu problema não tem solução, relaxe… ele não tem solução!” 
É uma frase engraçada, mas muitíssimo sábia. Portanto, quando estiver doendo muito, não resista! Simplesmente relaxe e aceite, pois a resposta virá! 

Evander Di Nantes