domingo, 23 de agosto de 2020

O ser...

Vivemos num mundo onde a apologia do eu, criou um sem número de individualistas apostados no culto do corpo. Chamam de “saúde e bem estar”. Tudo em prol da inocência de que é para o meu bem e não estou aqui para criar inveja a ninguém. E onde um bom rabo ou uns bons bíceps, tem milhões de seguidores e um bom cérebro umas dezenas de julgadores e tantos anotadores.

O mundo está invertido e todo fodido. O ser humano é um ser estúpido, egoísta, ignorante, com as etapas trocadas e as emoções rasgadas. O mundo não está melhor, porque a parte que nos cabe, está centrada nos cremes que coloco, na ousadia que provoco, no bronze que adquiro, nos seios com os quais seduzo ou nos bíceps com os quais induzo. Uma sociedade de plena mudança...movida pelas selfies da marca da beleza, do que valho como pessoa, do que produzo como humano.

É assim que funcionamos, na arte de fazer o que quero, nessa limitação de (des)consolo, onde não há nada para mudar e eu aqui me deixo ficar....talvez alguém me possa pegar. Vivemos num mundo, onde milhões de pessoas correm para comprar um livro erótico, onde um prende-me na cama e f@de-me com ardor, passou a ter mais valor no machismo da pegada, do que um vamos fazer amor ou amar com valor, sem necessidade de ser presa à cama para sentir...mas aprisionada na alma para que me possas fazer vir.

De repente…parece que a obra do amor, virou o desenho de satanás com o desejo da submissão, onde tudo é put@ para ser bem fodid@ e ninguém quer ser lady, para ser bem amada.

Onde tudo é aplaudido como liberdade sexual ou corpo sensual, não é mais do que estagnação espiritual. Porque se a representação da mudança vive num culto do corpo...está tudo fodid@ e o mundo em si perdido...

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