Não são poucas as vezes que tantos se queixam do azar da vida em tantas situações. Não ter um melhor estatuto, um melhor emprego, uma vida mais equilibrada, regerada ou uma emoção menos congestionada.
Muitas vezes passamos a maior parte do tempo a encetar contas de matemática complicada, de raiz quadrada atribulada e atribuindo culpas e mais culpas à porca miséria da vida.
É o patrão que nos roubou, o amor que nos deixou, o estudo que se abandonou, a licenciatura que não se tirou, o sonho que se esfumou ou objetivo que não se alcançou. Vemos muitas vezes na história de sucesso dos outros o espelho também do nosso insucesso.
E encetamos uma gritaria que é a culpa da nossa própria alergia que é tão só, o reflexo da nossa apatia, preguiça de deixar o tempo andar e pode ser que caia algo do ar.
É difícil de engolir, mas é a verdade que à tona tem de subir. O tempo que muitos perdem em lamúrias vitimizados pela apatia face à mudança é o mesmo que outros agarram, para subir rumo a sucesso da transformação, mostrando o dedo do meio porque na vida não querem ficar a meio.
Enquanto uns coçam os tomates mandando vir com a bela casa do vizinho, o estatuto não atingido, ou o estudo não digerido, outros lançam-se ao trabalho mandando o receio para o cara***, porque ninguém quer ser um espantalho e na vida olhar-se como um retalho.
Enquanto uns estudam, mudam, informam-se, persistem, esforçaram-se para ganhar, criam bases para tanto conquistar, outros discutem com a lancheira e passam pela vida escondidos na sua própria trincheira. Se gritas pelo que não tens...não chores pelo que não fazes...
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