Nos últimos tempos muito tenho ouvido: Já ninguém quer um Amor, já ninguém luta, está tudo muito feito de relações rápidas. Não há muito tempo para conhecer, não há tempo a perder e há uma espécie de querer antes de ter...
Eu não acredito na igualdade das pessoas dada ao Amor. Acredito é que muita gente carrega um peso nas costas tão grande, que leva a um desgaste emocional ao longo dos anos, que tolda a visão de luta, moralidade, ética, perseverança, cuidado, cumplicidade e paciência.
Quando há encontros entre pessoas, cada uma delas já leva muitas vezes o peso da sua história. Os embates, as diferenças, as guerras mantidas, os ciúmes desajustados, as violências praticadas, o desprezo marcado, as ações prometidas e que ficaram para sempre devidas, o amor que não se destacou,a relação que não durou, o casamento que virou um tormento ou o namoro que não teve nenhum decoro.
Ficamos doentes, mal preparados, desajustados do ponteiro da confiança, desmembrados da teoria da comunicação. O problema não é tentar... é sair com o medo que persiste… mas TENTAR e ficar com a coragem que insiste! Pode não dar certo? Pode!
Não são as relações que são rápidas no Amor…as pessoas...é que são lentas a limpar a dor…
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